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Perfil

RAFAEL NUNES é estudante de Letras na UFRJ. Está no final do curso prestes a se formar. O  RAFAEL NUNES é muito conhecido no movimento estudantil carioca tendo sido da gestão do Diretório Central dos  Estudantes Mário Prata da UFRJ  por três anos. Foi Conselheiro Universitário em 2008 e 2009 quando a UFRJ depois de 15 anos reabriu o bandejão beneficiando os alunos mais pobres que muitas vezes abandonam os estudos, porque não têm dinheiro para se sustentar o dia todo na universidade. Sua trajetória é a da defesa da UFRJ de qualidade contra o REUNI e como impulsionador da luta por uma universidade realmente pública, gratuita e de qualidade, contra a privatização e precarização do ensino.

Apaixonado pelo samba e pela cultura carioca sempre participa dos sambas e das festas populares reivindicando um maior acesso à cultura para a juventude. O quilombo e Candeia além da Velha Guarda da Vila são suas maiores paixões. Teve a alegria de através do DCE organizar vários shows com nomes do samba.

Rafael Nunes começou sua militância política muito jovem, quando conheceu Fernando Carrazedo, um senhor “velhinho” do PCB, que era seu vizinho no bairro de Vila Isabel.

Vendo o interesse do menino de apenas 10 anos por política começou a levá-lo para as panfletagens e reuniões no morro do Turano. Foi aí que passou a tomar gosto.  Participava dos comícios do Lula e do Brizola. Não perdia um. Uma vez, como ele conta, até ganhou um autógrafo e um abraço do Lula. Mais tarde, entrou para o PT e fez campanha durante toda a sua adolescência.

Em 2002, Lula foi eleito. Rafael Nunes já era então, estudante da UFRJ.

Primeiro se decepcionou com a Carta aos brasileiros que revelou o compromisso do PT e do Lula com os organismos internacionais e a manutenção das relações de dependência do Brasil com o imperialismo e a política neoliberal. Nunes vendo o caminho da degeneração do PT, de abandono dos interesses da juventude e da educação, rompe com o partido, se aproxima dos anarquistas da faculdade e funda junto com amigos um movimento cultural chamado Letras pelas Letras.

Esse movimento tinha um jornal, organizava saraus, festas, debates e também lutava contra a reforma universitária do governo que abria portas para a privatização do ensino e a precarização. A Reforma universitária, a mesma recomendada pelo FMI e o Banco Mundial.

Rafael Nunes começou a se interessar também pelas causas do povo Palestino participando dos comitês. Como estudante de árabe da UFRJ começou a estudar muito sobre o Oriente Médio e a infeliz guerra do Afeganistão e do Iraque, além dos problemas relacionados com a permanência do imperialismo americano no Oriente Médio se utilizando de Israel e oprimindo cada vez mais o povo palestino.

A luta contra a corrupção na Faculdade de Letras foi outro tema que começou a ganhar corpo. O movimento Letras pelas Letras conseguiu tirar a Diretora da Faculdade na época suspeita de vários escândalos de corrupção. Rafael liderou uma oposição ao centro acadêmico afiliado ao PCdoB e com relações estreitas com a então diretora da faculdade. Mas todo esse movimento não foi em vão. No final de 2004 o movimento Letras pelas Letras ganha o CA e a diretora da faculdade renuncia.  O movimento alcança uma grande vitória e abre caminho para a democratização da faculdade. O PSTU apareceu na vida do Rafael Nunes justamente no ano de 2004.

Alguns anos se passaram, Nunes foi da Faculdade de Letras da UFRJ para o Brasil. O Rafael Nunes passou a ser uma destacada liderança nacional participando de vários Encontros Nacionais de Estudantes, debates e reuniões no Brasil inteiro.

Em 2007 teve uma grande onda nacional de ocupações de reitoria quando questionamos o decreto do Reuni que expande as vagas sem verba e professor suficiente. Ficamos 22 dias ocupados resistindo na UFRJ. Muitos estudantes da Letras participaram ativamente dessa luta.

Em 2008 teve ocupação de reitoria na UERJ e mais uma vez levantamos a bandeira da educação. Dessa vez, contra o Sérgio Cabral defendendo os 6% do orçamento do estado para a UERJ garantido (mas não cumprido) na legislação estadual.   No dia 28 de março teve o ato dos 40 anos da morte do Edson Luis, estudante assassinado na ditadura militar, Rafael Nunes também estava presente na organização. Nesse ano também foram reabertos os dois bandejões da UFRJ.

Em 2009 a luta contra a restrição da meia-entrada e contra os efeitos da crise econômica sob a juventude e os trabalhadores foi a grande pauta do movimento estudantil. Além disso, um grande evento ocorreu. O Congresso Nacional de Estudantes com mais de 2000 participantes do Brasil inteiro na UFRJ funda a ANEL, uma alternativa pro movimento estudantil e mais uma vez Rafael estava lá e foi um dos principais organizadores do evento.

É a vida de um lutador que se confunde com o histórico recente de lutas do movimento estudantil, de conquistas e de defesa sempre de uma sociedade emancipada, do socialismo, da crença em um mundo desprovido de

desigualdades, fome e injustiças. “A luta da juventude, junto aos trabalhadores, conquistará, não só, uma educação de qualidade – estratégica para a sociedade – como abrirá as portas para lutarmos pelo socialismo, onde haja liberdade e igualdade para que todos possam sonhar.  E lutar com a certeza de que o que parece impossível de ser mudado, pode sim mudar.  Independente de qualquer coisa, essa luta vale muito a pena”.

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